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Às vezes, não há nenhum aviso. As coisas acontecem em segundos. Tudo muda. Você está vivo. Você está morto. E as coisas continuam. Somos finos como papel. Existimos por acaso entre as percentagens, temporariamente. E esta é a melhor e a pior parte, o fator temporal. E não há nada que se possa fazer sobre isso. Você pode sentar no topo de uma montanha e meditar por décadas e nada vai mudar. Você pode mudar a si mesmo para ser aceitável mas talvez isso também esteja errado. Talvez pensemos demais. Sinta mais, pense menos.
Charles Bukowski
O vazio me engole.
A Hospedeira.  (via realismos)
esse café me lembra você, falta açúcar.
Há dias que simplesmente me quebro.

Me quebro como uma onda se quebra nas grandes pedras a beira-mar. Faço de mim água, lágrimas salgadas que descem, escorrem pela minha face como se fossem lâminas cortando cada parte de há em meu não tão frágil ser. Mesmo sendo forte, as vezes não me aguento e recorro para meus não tão aprovados “remédios” que me curam um pouquinho dessa minha tristeza levemente passageira. Choro de medo, preocupação, tristeza e saudade. Sinto pena de mim mesma a cada soluçar que dou entre um pranto e outro. Já é mais de uma da manhã e a unica coisa que consigo fazer além de escrever é chorar e remoer preocupações. Meu olho está vermelho, meu corpo está quase morto, minha alma está quase conseguindo se libertar. Meu coração ainda é meio cego e sofre pelos amores que ainda não pôde enxergar. Sofro por saber que não sou eu quem vai me convencer que cada dia a mais é um a menos pro meu encontro comigo mesma acontecer. Mesmo sendo forte como sempre demonstrei ao mundo, hoje resolvi desabar e me banhar nas lágrimas do medo e da preocupação. 

Júlia Ogaia.